sábado, 7 de novembro de 2009

20 DE NOVEMBRO; DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA


Há muitos séculos atrás, negros que escapavam das mãos dos coronéis do Brasil colônia de Portugal, se aglomeravam no alto das palmeiras da Serra da Barriga, atualmente localizada na cidade de União dos Palmares - AL. O lugar marcou a história sendo um dos maiores templos de resistência quilombola, por causa da luta revolucionária e Zumbi e seus guerreiros.


Zumbi comandava os negros na luta pela libertação dos negros, que trazidos da África eram escravizados em terras brasileiras. Os quilombolas eram os moradores dos refúgios de resistência negra, pois estes espaços eram chamados pelos africanos de quilombo, que em um antigo dialeto africano significa sítio, área, terreno ou arraial. E o da Serra da Barriga ficou conhecido como Quilombo dos Palmares, o maior de todos os quilombos.


A luta se baseava em invadir as fazendas para libertar os escravos, tomar as armas e todo o dinheiro que os senhores feudais guardavam em suas propriedades. Vários governadores coloniais tentaram, sem sucesso, realizar acordos com Zumbi, em um deles davam a “autorização para que o Quilombo dos Palmares existisse sem qualquer intervenção do estado, porém os quilombolas não mais poderiam libertar outros negros das senzalas nem roubar os bens dos coronéis da região.” Zumbi recusou e resistiu até o fim na certeza de que a liberdade é inteira ou não é liberdade, e para isso entregou sua vida como exemplo.


Tempo depois, a princesa Isabel assinou a lei Áurea, que dava a total “liberdade” aos negros, estes saíram das senzalas para entrarem nas favelas, das chicotadas dos capatazes para as cacetadas dos PM’s. Na verdade, a princesa junto de toda a realeza colonial, temia uma revolução escravagista, por isso tratou de acalmar os ânimos assinando a lei. Uma vez que, nos Estados Unidos das América já tinha acontecido uma guerra civil, onde a causa foi a abolição da escravidão negra e na ilha do Haiti houve uma revolução escravagista em que os negros se percebendo em maioria, tomaram as armas e proclamaram sua liberdade e soberania nacional. Nesta época os negros também eram maioria no Brasil, por isso o temor real.


Mais de trezentos anos depois do assassinato de Zumbi, ainda existe coronéis semifeudais na região serrana dos quilombos e a liberdade ainda não é uma realidade, nem para negros nem para os brancos ou qualquer que seja a cor dos novos escravos do coronelismo burguês imperialista.


Agora, movimentos pacificam a imagem do grande líder negro, dizendo que se ele estive vivo ainda hoje iria tentar negociar com o governo para conquistar seu espaço na sociedade. Zumbi era um revolucionário não um negociador pacifista, se existisse em nossa época com certeza faria outro quilombo e enfrentaria tudo de novo, porque a liberdade que ele buscava antes é a mesma que todos ainda buscam hoje, e porque a luta seria de outra maneira?


A importância é tanta que mesmo agora que muita gente gostando ou não, o mundo percebe que Zumbi realmente foi um herói, ainda sim o Brasil não reconhece como celebração nacional. Só em pouquíssimas cidades o dia 20 de novembro é comemorado, pois no Brasil quase ninguém conhece a historia desse revolucionário negro.


VIVA A ZUMBI, REI DA LIBERDADE!
VIVA A COMBATIVA LUTA DOS POVOS QUILOMBOLAS!

domingo, 1 de novembro de 2009

HOMENAGEM AO COMPANHEIRO JOÃO, ATIVISTA DA LUTA CAMPONESA!


No dia 16 de maio de 1933 o companheiro João Pereira de Sá nasceu na cidade de Presidente Dutra, no Maranhão. Seu João era um camponês, a maior parte de sua vida trabalhou na roça. No Pará foi garimpeiro no histórico garimpo de Serra Pelada. Em Rondônia, no distrito Vitória da União em Corumbiara, trabalhou à noite como vigia de uma laminadora, sem deixar seu ofício na roça durante o dia. Ele sempre foi trabalhador, não tinha chuva nem sol que o fizesse parar. E ensinou seus filhos a trabalhar e viver de maneira correta e digna.


Seu João teve 10 filhos, 12 netos e 1 bisneto. Depois que se casou com a companheira Dona Alzira adotou seu filho Welington e mais tarde os dois filhos deste como netos.


Seu João deixou também muitos amigos espalhados por Rondônia e pelo Brasil. Todos que o conheceram são unânimes em lembrar de seu otimismo e bom humor. Por onde passava, no dia-a-dia, mesmo enfrentando sérios problemas de saúde, dele e da esposa, tinha sempre uma piada para contar e alegrar o ambiente.Quando as famílias de Santa Elina chegaram com suas mudanças em Palmares, Dona Alzira desolada com as terras que eram só capim queria voltar pra trás. Seu João, animado como sempre, disse: “Não, agora que já estamos aqui, vamos enfrentar”. Foi ele quem fez Dona Alzira ficar.


No velório de Seu João, sua casa ficou todo tempo cheia de pessoas, maior prova de como era querido.


Além de tudo isto, Seu João foi um homem da luta, militante da sagrada luta camponesa pela terra. Quando chegou com Dona Alzira em Rondolândia, distrito de Corumbiara, vindos do Pará, enfrentou com outros companheiros a luta pela terra na fazenda Guarajús, que recebeu o belo nome de Vitória da União quando conquistada pelos camponeses.


Depois, foi a vez de Dona Alzira participar do acampamento da fazenda Santa Elina, apoiada por Seu João.


Mesmo depois que seus problemas de saúde se agravaram, a partir dos 60 anos, ele não esmoreceu na luta. Sua casa sempre foi um ponto de apoio e de encontro dos companheiros de várias áreas. É difícil um dia sem que passe ou ligue alguém das linhas de Palmares, dos acampamentos vizinhos, de Corumbiara e Cerejeiras e Vilhena, de Theobroma e Jaru e Ouro Preto, Belo Horizonte, dando notícias ou pedindo informações da luta.


Muitas foram as conversas que Seu João participou, sempre incentivando os companheiros a seguir na luta e não desanimar. Especialmente a luta pela indenização das vítimas de Corumbiara, da qual foi um dos maiores entusiastas.


Nunca esquecemos o grande exemplo que deu a todos no dia 1º de maio de 2006 em Belo Horizonte. Ele, com 73 anos, já doente, fez questão de participar da manifestação, caminhando com seus passos curtos mas firmes, lado a lado de jovens companheiros, admirados com sua disposição.


Seu João também fazia questão de participar das reuniões, encontros e congressos de vários movimentos e entidades de luta.


No dia 09 de agosto de 2009, participou de sua última atividade na luta, a celebração dos 14 anos da heróica resistência camponesa de Corumbiara, pela primeira vez realizada em Palmares.
Na madrugada do dia 11 de outubro, Seu João faleceu. Mas seu exemplo de vida, trabalho e luta segue alimentando nossas mentes e corações.


Comissão Nacional das Ligas de Camponeses PobresLCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia OcidentalMFP – Movimento Feminino PopularCODEVISE – Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

12º FÓRUM NACIONAL DE ENTIDADES DE PEDAGOGIA



DATA: De 31 outubro a 01 e 02 de novembro-2009
LOCAL: Belo Horizonte - MG

1º dia: 31 de outubro (sábado)
· 7h30 às 11h: Credenciamento e café (Hall da FaE/UFMG)
· 11h ás 13h: Almoço
· 13h às 15h: Plenária inicial (Auditorio)
· 15h30 às 18h: Mesa; Reforma universitária – Profº Lisboa (UFRN)- (Auditório)
· 18h às 19h: Jantar
· 19h às 23h: Noite cultural




2º dia: 01 de novembro (Domingo)
· 8h às 9h: Café
· 9h às 11h30: Mesa; DCN’s e a formação dos pedagogos – Profª Maria Célia (UFPR) – (Auditório)
· 11h30 às 13h30: Almoço
· 13h30 às 16h: Mesa; A regulamentação da profissão – Profº Roberto Simões (Auditório)
· 16h30 às 19h: Grupos de Debates (Salas de Aulas)
· 19h30 às 20h: Jantar
· 20h Noite cultural




3º dia: 02 de novembro (Segunda-Feira)
· 8h às 9h: Café
· 9h às 12h30: Mesa; Criminalização dos movimentos sociais (Auditório)
*Claudionor Brandão (SINDUSP)
*Nilo Hallack – Liga dos Camponeses Pobres (LCP)
*Joana Piassi
· 12h30 às 14h30: Almoço
· 14h30 às 18h: Plenária final (Auditório)
· 19h: Jantar e retorno das delegações




INSCRIÇÃO: Até 18/10 R$ 60,00 – Depois 18/10 R$ 70,00

terça-feira, 27 de outubro de 2009

POLICIAIS AMEAÇAM ESTUDANTES NA UNEB – DEDC XIII


“Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la...”

É com grande preocupação que vimos expor a todos, sobre os acontecimentos ocorridos na UNEB* - CAMPUS XIII (Itaberaba), envolvendo policiais militares ( alguns deles estudantes da instituição) e estudantes do movimento estudantil.
Entre os meses de agosto e outubro, verificou-se a presença de PMs, fardados e portando armas de fogo nas dependências da Universidade, fato tratado como algo natural pelos seguranças, funcionários, e parte da comunidade acadêmica. Aos estudantes, o fato provocou a insatisfação. Questionávamos num dado momento o fato dos PMs estarem usando o carro policial, gastando a gasolina paga com o dinheiro da sociedade, para fins pessoais. Não estavam realizando NENHUMA ATIVIDADE Policial, nem sequer foram solicitados para estarem no âmbito universitário. Outra motivação perpassa uma conotação ideológica que perfaz a seguinte reflexão: O símbolo da policia, da arma de fogo numa unidade de ensino opõe-se ideologicamente a emancipação. Pressupomos que a repressão não garante a educação. A universidade dispõe de seguranças próprios, qual a necessidade da policia? Ao que querem reprimir?
Ao percebemos a naturalidade que a farda e arma encontravam neste espaço acadêmico, e movidos pelos inquietantes questionamentos, sugerimos a reflexão aos próprios policiais, sobretudo aos que embora alunos da universidade, estavam fardados e armados, em serviço, roubando da sociedade a presteza dos seus serviços quando estavam em outro espaço senão aquele para que foram contratados. Sugerimos a reflexão que é epigrafe deste texto: “Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la...” Só então, depois da reflexão, e do conflito existente com a força policial que não esta acostumada com o diálogo, o diretor do departamento Ariosvaldo Novaes, convocou os estudantes para uma sindicância na tentativa implícita de criminalizar o movimento estudantil. Escolheu dois dos estudantes, mas a tentativa foi de fazer ecoar aos nossos pares que as nossas inquietações não são válidas, tentando calar o movimento estudantil. Cabe pontuar que depois da tentativa de diálogo com os policiais, a presença dos pm´s acentuou-se perversamente dentro da universidade, mesmo tendo o conselho departamental garantido deliberações para sanar o desconforto gerado aos estudantes em dividir espaço com fardas e armas. Os policias, viram a tentativa de diálogo com uma afronta ao poder que desfrutam “fardados e armados”, e fizeram disso mote para presença constante no departamento, chegando ao ponto de ameaçar o coordenador do diretório de pedagogia, quando numa dessas visitas o mesmo questionou novamente, e foi respondido pela sugestão de um dos policias em chamar a viatura, caso insistisse em questionar sua presença no campus, emergindo a possibilidade, através do seu discurso, de prisão por desacato a “autoridade”.
O abuso da policia militar em Itaberaba contra estudantes não é um fato novo, testemunhamo-os em muitos momentos, seja no fato ocorrido em 2008 envolvendo um jovem e um estudante da UNEB numa abordagem violenta que tomou a proporção de espancamento, seja nos fóruns em que o movimento estudantil se articula para discutir e propor idéias ao estado, sendo recepcionados com armas, gás , balas de borracha, seja nas festas em que sem serem chamados aparecem para “averiguar”, seja no dia-a-dia intimidando com cara “amarrada”, farda e arma toda a tentativa de diálogo que buscamos estabelecer, deixando claro a repressão prometendo reagir contra as reclamações dos estudantes. Na ultima sexta feira (09/10/2009), fomos surpreendido com a informação, por um dos militantes do movimento estudantil, de que os policiais virão na próxima quinta-feira (15/10), no intuito de testar se os estudantes vão questionar a presença deles para “partir pra cima”. Deste modo, em virtude das afrontas estabelecidas, reafirmamos que o movimento estudantil desde sempre buscou o diálogo como forma de intervir nas situações que envolvem a dicotomia posta PM X ESTUDANTES. Assim, convocamos a tod@S companheir@s para combater essa ação canalha, arbitrária, autoritária, repulsiva, desta estrutura falida de Estado burguês. Precisamos garantir um espaço que homens e mulheres sintam-se livres para pensar, agir, sonhar e promover o ideário da emancipação humana.

Por uma Universidade sem repressão! A Policia não é a solução.


Karinne Nascimento – (Letras)
Priscila Natividade – (História)
Vinicius Oliveira – (DA pedagogia)


*;UNEB:Universidade do Estado da Bahia

domingo, 25 de outubro de 2009

FASCISMO ALAGOANO!

A prefeitura de Maceió durante os últimos anos vem atacando os moradores nas margens da lagoa mundaú, a secretária municipal de habitação criou um conjunto habitacional, Cidade Sorriso, que fica localizado no bairro do Tabuleiro do Martins. Um dos problemas principais deste local é a distancia da Lagoa Mundaú, uma vez que todos os moradores da favela Sururu de Capote, que fica as margens da lagoa, sobrevivem da pesca. Além de não ter escola, posto de saúde, praças recreativas ou segurança pública.
Os moradores da favela Sururu de Capote vem realizando constantes protestos contra a localização e a falta de políticas públicas proporcionadas pela prefeitura municipal de Maceió, comandada pelo Sr. Cícero Almeida. Em setembro, o jornal, sensacionalista, Gazeta de Alagoas expôs uma matéria onde durante mais uma das muitas inaugurações eleitoreiras do prefeito da cidade, os moradores da favela do Jaraguá se manifestaram e atrapalharam o andamento do evento, na oportunidade o secretário municipal de habitação Nilton Nascimento, chamou os manifestantes de “traficantes” e ameaçou “baixar o cacete” se aquela atividade continuasse.
A polícia e a guarda municipal só aparecem para oprimir e caluniar os trabalhadores revoltados, os chamando de traficantes e ladrões. No dia 23 de outubro, durante mais uma ronda repressiva, visando sufocar as massas, policiais utilizaram uma arma de choque elétrico contra um criança de 8 (oito) anos de idade. Esta que após ter levado a carga elétrica, teve convulsão e desmaiou, mais hoje passa bem. Os cães de guarda da burguesia, alegaram que a criança havia desacatado as autoridades.
Estes relatos parecem terem sido colhidos em um campo de concentração nazista. O conjunto habitacional que parece uma prisão a céu aberto, políticos que querem se perpetuar no poder, policiais covardes que agridem crianças e uma imprensa que esconde tudo.
ABAIXO O CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DA CIDADE SORRISO!
VIVA A RESISTÊNCIA DO TRABALHADORES UNIDOS!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

DIGNIDADE NÃO TEM PREÇO!



Em período eleitoral mais vale trabalhadores temporários que funcionários públicos concursados. Assim os coronéis alagoanos usam o emprego público como chantagem eleitoral, submetendo os trabalhadores a propagandear os políticos corruptos e inescrupulosos, que eles apóiam.


Aqueles que possuem um pouco de caráter, não sedem a esta extorsão politiqueira acabam entrando na fila dos desempregados. Dignidade não dá lucro, mais ajuda a ter independência para conquistar a liberdade.


Quando chegar o momento da luta ser escancarada, todos que se dispor a lutar pela verdadeira revolução ininterrupta ao socialismo, também tem que estar disposto a perder mais que um emprego. A revolução é um processo onde para libertar temos que primeiro libertar a nós mesmos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O QUE SIGNIFICA REVISIONISMO?

Revisionistas: aqueles que se dizem partidários do marxismo, porém, revisam o há de essencial no marxismo que é o seu conteúdo revolucionário. entre outras coisas negam a violência revolucionária e a ditadura do proletariado como necessidades históricas como o marxismo as definem. Com seu "marxismo" adocicado os revisionistas são os melhores agentes da burguesia no seio dos movimentos operários e comunistas.
MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA