
Há muitos séculos atrás, negros que escapavam das mãos dos coronéis do Brasil colônia de Portugal, se aglomeravam no alto das palmeiras da Serra da Barriga, atualmente localizada na cidade de União dos Palmares - AL. O lugar marcou a história sendo um dos maiores templos de resistência quilombola, por causa da luta revolucionária e Zumbi e seus guerreiros.
Zumbi comandava os negros na luta pela libertação dos negros, que trazidos da África eram escravizados em terras brasileiras. Os quilombolas eram os moradores dos refúgios de resistência negra, pois estes espaços eram chamados pelos africanos de quilombo, que em um antigo dialeto africano significa sítio, área, terreno ou arraial. E o da Serra da Barriga ficou conhecido como Quilombo dos Palmares, o maior de todos os quilombos.
A luta se baseava em invadir as fazendas para libertar os escravos, tomar as armas e todo o dinheiro que os senhores feudais guardavam em suas propriedades. Vários governadores coloniais tentaram, sem sucesso, realizar acordos com Zumbi, em um deles davam a “autorização para que o Quilombo dos Palmares existisse sem qualquer intervenção do estado, porém os quilombolas não mais poderiam libertar outros negros das senzalas nem roubar os bens dos coronéis da região.” Zumbi recusou e resistiu até o fim na certeza de que a liberdade é inteira ou não é liberdade, e para isso entregou sua vida como exemplo.
Tempo depois, a princesa Isabel assinou a lei Áurea, que dava a total “liberdade” aos negros, estes saíram das senzalas para entrarem nas favelas, das chicotadas dos capatazes para as cacetadas dos PM’s. Na verdade, a princesa junto de toda a realeza colonial, temia uma revolução escravagista, por isso tratou de acalmar os ânimos assinando a lei. Uma vez que, nos Estados Unidos das América já tinha acontecido uma guerra civil, onde a causa foi a abolição da escravidão negra e na ilha do Haiti houve uma revolução escravagista em que os negros se percebendo em maioria, tomaram as armas e proclamaram sua liberdade e soberania nacional. Nesta época os negros também eram maioria no Brasil, por isso o temor real.
Mais de trezentos anos depois do assassinato de Zumbi, ainda existe coronéis semifeudais na região serrana dos quilombos e a liberdade ainda não é uma realidade, nem para negros nem para os brancos ou qualquer que seja a cor dos novos escravos do coronelismo burguês imperialista.
Agora, movimentos pacificam a imagem do grande líder negro, dizendo que se ele estive vivo ainda hoje iria tentar negociar com o governo para conquistar seu espaço na sociedade. Zumbi era um revolucionário não um negociador pacifista, se existisse em nossa época com certeza faria outro quilombo e enfrentaria tudo de novo, porque a liberdade que ele buscava antes é a mesma que todos ainda buscam hoje, e porque a luta seria de outra maneira?
A importância é tanta que mesmo agora que muita gente gostando ou não, o mundo percebe que Zumbi realmente foi um herói, ainda sim o Brasil não reconhece como celebração nacional. Só em pouquíssimas cidades o dia 20 de novembro é comemorado, pois no Brasil quase ninguém conhece a historia desse revolucionário negro.
VIVA A ZUMBI, REI DA LIBERDADE!
VIVA A COMBATIVA LUTA DOS POVOS QUILOMBOLAS!





